terça-feira, 10 de agosto de 2010

Série sobre sexo ensina como escolher o seu anticoncepcional

Nesta reportagem da série “Sexo sem dúvidas” falamos que sexo com prazer é só aquele feito com tranquilidade e segurança - ou seja, sem risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Mas “tranquilidade” também inclui o sexo feito sem perigo de uma gravidez indesejada. Por isso, o tema é contracepção. Com o avanço da medicina, não faltam opções para quem não quer engravidar. Veja na tabela abaixo, as vantagens e desvantagens de cada método disponível. E, em seguida, confira o que os médicos dizem sobre anticoncepcionais.

1) Qual o melhor método anticoncepcional para quem é jovem? “Não existe um método ideal para todos os jovens. Cada caso é um caso”, explica a ginecologista especializada em jovens e adolescentes Arlete Gianfaldoni, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). “Nos jovens há uma regra de ouro: sexo só com pelo menos dois métodos contraceptivos. A camisinha, sempre. E, ao lado, um anticoncepcional, como a pílula”, orienta a médica. Para Arlete, no caso dos adolescentes, é importante também o bom e velho juízo. “O ideal, para os jovens, é adiar, o máximo possível, a primeira relação sexual”, acredita a ginecologista. E antes que alguém reclame, é bom avisar: o ideal é adiar não por caretice de adultos, mas por motivos médicos. “Na adolescência, o organismo ainda não está totalmente formado e, mais importante, o sistema de defesa do corpo ainda não está maduro. Eles parecem adultos, mas não são adultos. O sexo coloca a pessoa em contato com uma enorme gama de bactérias e micro-organismos e nem sempre o jovem ou a jovem vai ter os anticorpos para se defender de infecções”, explica ela. Mas, se o jovem já iniciou a vida sexual, é melhor não piorar tudo com uma gravidez indesejada. Então, se você quer fazer sexo ou já fez sexo, tem a obrigação de procurar um médico para escolher um anticoncepcional (de preferência, antes da primeira relação). Isso não é só para as meninas, não. Os meninos podem, e devem, acompanhar suas namoradas ao médico para saber mais sobre contracepção. Essa história de que anticoncepcional é preocupação de mulher é para lá de ultrapassada. E mais: se você participa ativamente dessa escolha, diminui bastante o risco de uma "surpresa" em forma de bebê. O que é pior: ir ao médico com a menina ou ter um filho antes da hora? Pois é. E não vale a desculpinha do “tenho vergonha”. Quem se acha maduro o suficiente para ter relações sexuais, precisa provar que é mesmo e ir ao médico. “Se a pessoa está com vergonha de ir ao consultório, é sinal claro de que não deveria estar fazendo sexo”, afirma Arlete. Outras desculpas do tipo “anticoncepcional engorda”, “anticoncepcional enjoa”, “anticoncepcional incha” ou “eu esqueço de tomar” também podem ir para o lixo agorinha mesmo. Com a enorme quantidade de opções de contracepção disponíveis no mercado, é impossível que não exista uma que funcione para você sem ter grandes efeitos colaterais. Por isso, ao médico! Ele vai avaliar seu caso direitinho para ver o que é melhor para você. Isso inclui uma avaliação física e de comportamento. Meninas com histórico de hipertensão e problemas de circulação, por exemplo, podem correr riscos com contraceptivos hormonais. No caso, uma opção é o dispositivo intrauterino, o DIU, em sua forma sem hormônios (que, ao contrário do que muitos pensam, pode sim ser usado em mulheres que nunca engravidaram). Meninas mais “avoadas”, por exemplo, que não conseguem lembrar de tomar um comprimido todos os dias, podem usar um adesivo ou um anel vaginal, que são até mais seguros que a pílula e não exigem muito da memória.

O importante aqui é ir ao médico. Nada de se automedicar ou escolher o anticoncepcional da amiga. Cada menina tem um organismo diferente e um contraceptivo diferente. Mesmo entre as pílulas, a quantidade de opções de doses é imensa. Tomar o anticoncepcional errado pode até levar à morte. Lembre-se do caso aí de cima: meninas com problemas de hipertensão e circulação não podem tomar alguns contraceptivos pelo risco aumentado de ter um derrame. Não bobeie! E outra: contracepção e fumo é uma combinação perigosíssima E isso não é "pegação no pé" de médico não. “Se você fuma e quer fazer sexo, precisa parar de fumar. Não tem escolha. Não tem alternativa. Quem faz sexo e não quer engravidar precisa de um anticoncepcional e o anticoncepcional em pessoas que fumam aumenta, e muito, o risco de um AVC e de uma trombose. Isso pode levar à paralisia e até à morte”, alerta a médica. É outro ponto daquela nossa conversa: se você é adulto suficiente para fazer sexo, tem que ser adulto suficiente para cuidar da própria saúde. 2) Esquecer a pílula um dia é gravidez na certa? Antes de tudo: muita calma. O risco é mais alto, mas não é para se desesperar. “Em geral, as pílulas anticoncepcionais têm uma tolerância de até duas doses antes de perder o efeito”, explica o ginecologista José Maria Soares Jr, professor da Universidade Federal de Medicina (Unifesp). Ou seja, se você sempre tomou a pílula direitinho e só esqueceu uma vez, as chances de você ainda estar protegida são boas. Tome a dose esquecida imediatamente após lembrar. “Ainda assim, é importante que não se esqueça a camisinha nas relações seguintes até a nova cartela de pílula, por garantia”, explica Soares. E uma visita ao médico, para garantir que não há motivo para pânico, também é uma boa ideia. Agora, se você esqueceu mais de um dia ou se é daquelas que vive esquecendo o anticoncepcional, aí a visita ao médico é obrigatória e deve ser feita o mais rápido possível. O médico vai poder determinar se você está ou não grávida. Se não estiver, é uma excelente oportunidade para conversar com o ginecologista sobre uma outra opção de anticoncepcional. Os adesivos e anéis vaginais, por exemplo, têm um período de troca maior (os adesivos, em geral, são trocados uma vez por semana e o anel, uma vez por mês), o que diminui o risco de esquecimento. Há também a opção de injeções de contraceptivo, com doses que podem ser semanais, mensais ou trimestrais. Se você não tem planos de engravidar de curto a médio prazo, vale a pena investigar a possibilidade de colocar ou um implante embaixo da pele ou um dispositivo intrauterino (DIU - hormonal ou não) - opções que garantem a contracepção por períodos que variam de três a cinco anos. Todas essas opções são até mais seguras que a pílula e garantem o sexo tranquilo.

fonte: G1.globo.com - 31/01/2009

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